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BIOMED

Artigo · 11 de dezembro de 2020

Fístula arteriovenosa (FAV): o acesso padrão-ouro da hemodiálise

A FAV é a união cirúrgica de uma artéria e uma veia que cria o acesso vascular mais durável e seguro para hemodiálise. Veja como ela funciona, o que é o frêmito e quando o enxerto de PTFE entra em cena.

A fístula arteriovenosa (FAV) é a união de uma artéria e de uma veia, construída por cirurgia sob anestesia local, geralmente no braço ou antebraço. Com a ligação, a veia se dilata e passa a receber um fluxo sanguíneo mais rápido e turbulento, gerando uma vibração característica, o frêmito, que indica o funcionamento do acesso.

Por que a hemodiálise exige um acesso especial

Veias comuns não suportam o número de punções necessárias ao tratamento nem oferecem o fluxo de sangue exigido pela máquina. Por isso a FAV, ou o enxerto arteriovenoso quando ela não é viável, é indispensável para o paciente renal crônico.

A FAV é considerada o melhor acesso vascular para hemodiálise: tem maior durabilidade, menores riscos de trombose e infecção, melhores resultados clínicos e menos restrições às atividades diárias.

Nem sempre a primeira fístula funciona, e pode ser necessário confeccionar outra. Por isso é importante poupar as veias nativas dos braços e antebraços: a recomendação é puncionar as veias do dorso das mãos para coletas de sangue e medicações.

O enxerto arteriovenoso e a prótese de PTFE

O EAV (prótese) conecta uma artéria a uma veia por meio de um tubo flexível. Em alguns casos usa-se a veia safena do próprio paciente (enxerto autólogo); em outros, uma prótese de PTFE expandido, indicada para reconstrução ou substituição de fístulas danificadas, fornecida em parede lisa ou reforçada com anéis, macia e de fácil anastomose. Os cuidados são semelhantes aos da FAV.

Mais informações sobre acessos vasculares e doença renal estão disponíveis na Sociedade Brasileira de Nefrologia (sbn.org.br).

Perguntas frequentes

O que é o frêmito da FAV?

É a vibração perceptível ao tato sobre a fístula, causada pelo fluxo sanguíneo rápido e turbulento na veia dilatada. A presença do frêmito indica que a FAV está funcionando.

Por que a FAV é considerada o melhor acesso?

Porque tem maior durabilidade e menores riscos de trombose e infecção em comparação com cateteres, além de impor menos restrições às atividades do paciente.

Quando se usa o enxerto arteriovenoso (EAV)?

Quando não é possível confeccionar a FAV com as veias nativas do paciente. Um tubo flexível, como a prótese de PTFE expandido, conecta a artéria à veia, com cuidados semelhantes aos da fístula.

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